História do Ensino da Química
Com a criação da Escola Industrial em 1852, foi instituída a cadeira de Química Aplicada às Artes. Em 1853 verificou-se a aquisição de material em Paris, pelo comissário do Governo José Maurício Vieira (preparador de física da Escola Politécnica de Lisboa). No ano seguinte compraram-se igualmente aparelhos de vidro e de grés, assim como fornos de tijolo portáteis na Marinha Grande, considerados, na altura, indispensáveis para o curso de química.
A partir de 1863 o Laboratório Químico passou a ser comum entre a Academia Politécnica e a Escola Industrial. O Conselho Escolar considerava que este estabelecimento era uma das repartições de ensino prático mais importantes, ao qual o referido conselho pretendia dar maior desenvolvimento pelas vantagens que poderia trazer para o ensino da química aplicada às artes e para a indústria em geral.
Com a reforma de 1886, o Laboratório Químico não se destinava apenas a preparar as experiências necessárias às lições orais da cadeira de química e às manipulações dos alunos para complemento do ensino teórico. Também realizava análises, experiências e ensaios, que lhes eram incumbidos pelo Governo ou solicitados pelos particulares, fazia investigações científicas ou tecnológicas ordenadas pelo respetivo diretor, ministrava o ensino da química prática aos indivíduos estranhos ao instituto, que se dedicavam à indústria, segundo as necessidades de cada um e facilitava aos particulares a execução de quaisquer análises ou trabalhos compatíveis com o ensino.
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